sexta-feira, 15 de agosto de 2014

MACHU PICCHU - 10.000 km de aventura sobre 2 rodas - 'Dos ruedas en el camino!' Dia 3

Google-Translate-ChineseGoogle-Translate-Portuguese to FrenchGoogle-Translate-Portuguese to GermanGoogle-Translate-Portuguese to ItalianGoogle-Translate-Portuguese to JapaneseGoogle-Translate-Portuguese to EnglishGoogle-Translate-Portuguese to RussianGoogle-Translate-Portuguese to Spanish


 Preparados para retomar a estrada, o calor de aproximados 30º do quinto andar do hotel com o ar condicionado ligado.



Então com o ar condicionado  desligado elevou-se para cerca de 40º na garagem (subsolo). 



Os 760 km do terceiro dia nos reservava trajeto absurdamente escaldante.

Pouco depois da saída, optamos por mudar, do tráfego intenso de carretas da BR 364 para a tranquilidade extrema da BR 070, aumentando o percurso em 50 Km.






O calor exigiu que o tempo das três paradas se estendesse um pouco mais para descanso e hidratação...






Isto proporcionou registrar exuberantes paisagens de Mato Grosso.





Cortando o horizonte, placas fincadas no cerrado mato-grossense registravam os vários destinos.





Por volta das 15h30, Flávio foi clicado a 317 km da meta do dia. 


No entardecer (18h40) Rondônia nos acolheu.


Instalações aconchegantes do Mirage Hotel proporcionou bom descanso. 





O “aroma de carniça” obrigou a lavar todas as roupas usadas no dia, incluindo jaquetas e calças, ainda não lavadas. O calor intenso, até então hostil, nos brindou com todas elas secas na manhã seguinte.



Sossegados os pés nas havaianas, encontramos com muita facilidade o Picanha na Chapa, um bom lugar para uma refeição farta e cerveja de várias marcas.
Edgar optou por uma “hidratação intensa”.



Como sempre levou uma “quentinha” para saborear calmamente mais tarde no hotel, enquanto Flávio jazia apagado. 


Não contava com a visita indesejada de “Kafka”, que, muito embora tenha mirado a marmita, não a acertou e foi “finalizada” adequadamente...



DICA:

A pesquisa na internet foi uma ferramenta indispensável para a formatação final da aventura. 

Os blogs de viagens de moto, em especial aqueles que descreviam uma rota mais aproximada daquela que íamos fixando, pouco a pouco, nos deram uma boa base para planejar e executar a nossa saga. 

Nas dicas futuras, iremos relatar, com mais primor, os principais, dos itens constantes do nosso checklist, tais como: equipar a moto (bolha, mata cachorro, baú, alforje, cavalete central...); equipar o piloto (roupa completa de motociclista, bota impermeável, protetor auricular...); revisão completa nas motos; documentos necessários (piloto e moto); escolha do período da viagem em função dos climas; ferramentas; roupas; medicamentos; alimentação; burocracias aduaneiras; etc. 

COMENTÁRIO TÉCNICO:


A imagem selecionada para comentário técnico e dica para melhorar suas fotografias.


Na imagem resolvemos tratar algumas cores, realçando a cor do céu e do rio.

Por se tratar de uma água escura(marrom) e ainda ser corrente(água em movimento) é dificil obter um resultado de reflexo(espelho).
No pós foto é possível realçar a saturação de azul, verde e amarelo, inclusive pode-se diminuir a luminância do azul claro.
Diminuir o contraste suavizará os pontos escuros nas linhas do ponto de fuga.


As linhas estão bem definidas nesta imagem, pois o movimento dos olhos será guiado pelo trajeto do rio e suas margens servem para deliniar e forçar a profundidade.

Podemos conseguir esta vivacidade nas cores no momento de fotografar utilizando filtros: UV, Polarizadores, etc. 

Estes filtros podem ser facilmente encontrados em lojas do ramo fotográfico ou pela internet.


Dos ruedas em el camino volta semana que vem!






Parceiros:

http://revistakalango.wordpress.com/
Revista Kalango


sexta-feira, 8 de agosto de 2014

MACHU PICCHU - 10.000 km de aventura sobre 2 rodas - 'Dos ruedas en el camino!' Dia 2

Google-Translate-ChineseGoogle-Translate-Portuguese to FrenchGoogle-Translate-Portuguese to GermanGoogle-Translate-Portuguese to ItalianGoogle-Translate-Portuguese to JapaneseGoogle-Translate-Portuguese to EnglishGoogle-Translate-Portuguese to RussianGoogle-Translate-Portuguese to Spanish



Na manhã do segundo dia, sábado, Cuiabá seria nossa parada 800 km adiante. Apesar do tempo nublado, o calor era intenso e foi o companheiro constante do dia, com temperatura ambiente de 35º e sob a moto passava muito dos 48º. 



            Como a moto tem autonomia de segurança, em média, de 200 km por tanque, quatro pit stops eram necessários. Embora funcionem com gasolina, o frentista abasteceu a moto de Flávio com álcool que, percebendo a falha, providenciou a retirada do mesmo para substituir por gasolina. Provavelmente, tal desatenção ocorreu porque os postos estão equipados para atender aos tremilhões, bitrens e carretas que utilizam a rodovia BR 364.





            A partir de determinada altura, ultrapassagens se mostraram um problema. Primeiro porque o sol estava “batendo” de frente e segundo, devido à enorme quantidade de referidos veículos, que pareciam formar um trem gigantesco com dezenas de vagões, de modo que o espaço entre um e outro mal cabia uma moto.



            A imagem desta locomotiva de pneus e poeira que escoa a produção agrícola do centro-oeste está gravada na memória, pois até então nunca havíamos presenciado imensa fila de caminhões, carretas, bitrens, tremilhões, etc.
            Breve parada para admirar as “mesas” próximas do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães refrescou o espírito.


  
            O entardecer escaldante de Cuiabá nos acolheu. Novamente a rotina de localizar hotel, desfazer as malas, refrescar-se num banho relaxante, acomodar os pés nas havaianas e procurar por um copo gelado de cerveja, que, diga-se foi mais difícil de achar na capital do Estado de Mato Grosso (para cada bar fechado num sábado à noite, haviam, incontáveis farmácias abertas) do que em Rio Verde.

DICA:       

A viagem foi estimada em cerca de 10.000 km, ida e volta. Para tanto seriam necessários aproximados 500 litros de gasolina por moto. O preço varia. Como o preço varia, superestimamos em R$ 4,00 o litro, ou seja, R$ 2.000,00 cada.

R$ 150,00 por dia para hospedagem e alimentação. R$ 2.550,00 cada um. 

Gastos conhecidos (trem para Machu Picchu, ingressos, balsa, pedágios, estacionamentos), R$ 1.000,00 cada um. 

R$ 5.250,00 cada um. Arredondamos em R$ 6.000,00 o valor efetivamente disponível (reais, dólares, cartões de débito) além dos cartões de crédito reservados para lembranças, mecânicos, câmeras, pneus, trocas de óleo, etc.

IMPORTANTE: 

Decidida a viagem, fracionamos o valor em três partes, ou seja, R$ 2.000,00 em dólares; R$ 2.000,00 em espécie e o restante no cartão do débito, opção a ser usada no Brasil. Cruzando a fronteira, cambiamos os reais em espécie para a moeda do país.

NOVIDADE:

A partir desta postagem será feita uma análise técnica de uma das fotografias.

Não perca! Na próxima sexta-feira dos ruedas en el camino!


ANÁLISE FOTOGRÁFICA

 A foto a ser analisada (interpretação e leitura técnica da imagem; não se trata de correções)  foi registrada na rodovia que liga Rio Verde a Cuiabá BR-163, tendo como plano de fundo a chapada dos Guimarães.



            A imagem foi feita a partir de um dispositivo móvel  com o f/2,4 onde a profundidade é relativamente curta.  Se for possível configurar manualmente o aparelho para uma paisagem como essa, seria importante utilizar f/7,1 ou maior.
          O objeto principal da imagem é a "mesa"   (montanha)  se destacando no relevo,  que  encontra-se mais ao centro da foto (círculo vermelho). Seria interessante colocá-lo um pouco mais a direita (círculo azul).


A seta amarela demonstra que o individuo encontra-se em  ponto acima do objetivo principal, altitude facilmente identificada.

     Setas vermelhas = Direção da leitura da imagem, ponto de fuga (para forçar o expectador a "ler a imagem " da esquerda para a direita) indicando a profundidade, onde as linhas perpendiculares dão uma dimensão de distância.
Linhas vermelhas tracejadas = Linha do horizonte está equilibrada.

       Círculo azul = É o ponto onde o objeto principal deveria estar seguindo os princípios dos 4 quadrantes na composição básica.







Parceiros

Revista Kalango
Revista Kalango



sexta-feira, 1 de agosto de 2014

MACHU PICCHU - 10.000 km de aventura sobre 2 rodas - 'Dos ruedas en el camino!'


Google-Translate-ChineseGoogle-Translate-Portuguese to FrenchGoogle-Translate-Portuguese to GermanGoogle-Translate-Portuguese to ItalianGoogle-Translate-Portuguese to JapaneseGoogle-Translate-Portuguese to EnglishGoogle-Translate-Portuguese to RussianGoogle-Translate-Portuguese to Spanish



Sonhada a dez anos a viagem de moto estava engavetada por Edgar e Flávio, mas sempre relembrada até que, a partir do incentivo decisivo das irmãs Telma e Fernanda, esposas dos motoqueiros, começou a tomar contornos de realidade.

Assim, teve início o planejamento da aventura. 
Primeiro foram realizadas pesquisas exaustivas na web para traçar rotas, hospedagens, melhor estação do ano, orçamentos, documentação, equipamentos, ferramentas, peças sobressalentes, roupas adequadas, modos de higiene no percurso, alimentação, medicamentos, vacinas, troca de valores do câmbio, validação de cartões de crédito e por fim elaborar um cronograma da viagem.

A ansiedade tomava conta do ser. Receio do desconhecido, da estrada, deixar os familiares, o conforto do cotidiano, dificuldades de idioma... O espírito inquieto foi abrandado pelas palavras de um amigo: “assim que você colocar o pé na estrada tudo ficará para trás; não vai lembrar de parentes, amigos, trabalho, filhos, compromissos...”




Dito e feito... 

Após 970 km, Rio Verde-GO. Aproximadamente 12h na estrada com breves paradas a cada 200 km para esticar as pernas, abastecer, comer uma barra de cereal, ou um pão de queijo, uma água ou ”refri” e novamente dos ruedas en el camino.

Primeira parada. Localizar um hotel, pousada, abrigo ou que fosse. Retirar da moto as “tralhas” onde se acomodavam tanto ferramentas, roupas, itens básicos de higiene e segurança, toalhas e as havaianas (rodam o mundo com você) para o tão aguardado e almejado banho de água quente, pois até então não era possível sentir absolutamente nada; pernas, braços, coluna, nádegas... Primeira e inesquecível sensação de que a água quente devolvia a dignidade e vigor que até então não era mensurável recuperar.




Embora o hotel servisse jantar, buscou-se um local nos arredores, numa caminhada para relaxar, descontrair e interagir com os locais. Apesar da temperatura ser uma das mais altas do país, a frustração foi enorme pois só um lugar, após vários quarteirões, servia o néctar mais antigo da humanidade: a cerveja.



Espetinho Kyodai único local aberto totalmente lotado com o produto a disposição. Ali foi possível relaxar totalmente...


Não lembrava absolutamente de nada do que tinha ficado 970 km para trás.



Na manhã seguinte: dos ruedas en el camino!